domingo, 15 de agosto de 2010

A Flor da Pele!!!!


Falando em termos históricos, a Medicina e a Psicologia estão integradas desde os primórdios na cultura oriental, a qual trata o ser humano como um todo, ou seja, corpo e mente.
Utilizando essa ligação, hoje irei abordar sobre a PSICODERMATOLOGIA, um tema não tão antigo, mas que vem sendo muito discutido, trazendo novos conceitos e descobertas extremamente importantes para uma nova visão do tratamento de doenças de pele.
A pele é um órgão de comunicação e percepção visível. Ela é o maior órgão de percepção no momento do nascimento, tornando-se o meio para o contato físico e para a transmissão de sensações físicas e emoções (MÜLLER, 2001).
Nossa pele pode ser comparada a uma roupa a qual jamais despiríamos, mas que muda conforme nosso humor e a situação. Além disso, é também vista como grande responsável pela proteção, e com isso enfatizo o vínculo entre distúrbios emocionais e doenças de pele.
A pele é uma superfície que reflete todos os órgãos internos, é a membrana que delimita o mundo externo. Qualquer distúrbio interno é projetado na epiderme, e cada estímulo na área correspondente da pele é transmitido outra vez para dentro do corpo.
A pele, além de demonstrar o estado exterior e interior de nossos órgãos, mostra também nossos processos e reações psíquicas em geral. Como exemplo, a sudorese intensa, a qual é citada por diversos autores, visto que exprime um estado de ansiedade crônica.
A pele reflete problemas emocionais ou doenças causados por muitos fatores que, na maioria das vezes, agem em conjunto com fatores genéticos, hormonais e agentes infecciosos. Os fatores emocionais podem apresentar-se como decorrência, ou seja, conseqüência de transtornos físicos, mas que, por vezes, podem ser a causa desencadeante de muitos problemas físicos.
A doença de pele muitas vezes, na mente popular, pode estar associada a doenças contagiosas, fazendo com que as pessoas se afastem, causando ainda maior desconforto e sofrimento psíquico para o paciente.

Devido a essa nova visão, o tratamento das doenças cutâneas deve ir além do olhar médico, unindo os seguintes aspectos:
a) tratamento psicoterápico;
b) técnicas de relaxamento;
c) trabalho em conjunto do médico com o psicoterapeuta;
d) uso de drogas psicotrópicas, principalmente ansiolíticos e antidepressivos.
Essas intervenções exigem um tratamento individual – único – àquele paciente.
Frente a isso, deve-se sempre pensar considerando os fatores emocionais envolvidos no adoecimento, seja como desencadeante ou como agravante

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