Vai longe o tempo em que o estresse era associado quase exclusivamente a executivos e empresários. Hoje se sabe que até mesmo as crianças são suscetíveis ao problema.
Se antigamente a tensão estava relacionada apenas com doenças do sistema nervoso, nos últimos anos diversos estudos mostraram que o coração pode sofrer bastante. O sistema imunológico também é afetado, o que serve de estopim para infecções oportunistas, como as gripes.
Confira 5 estratégias antiestresse: http://www.trigoesaude.com.br/vida-saudavel/dicas-desestressar.shtml
Fonte: Blog da ISMA (associação integrante da International Stress Management Association)
sexta-feira, 13 de julho de 2012
segunda-feira, 9 de julho de 2012
A obesidade começa na cabeça!!
Para o médico argentino Máximo Ravenna, o excesso de peso é fruto de uma compulsão gerada por certos alimentos e estimulada pelo ambiente onde vivemos
Há 23 anos, o clínico-geral e psicoterapeuta Máximo Ravenna começou a formular um método de emagrecimento capaz de superar os resultados insatisfatórios que, até então, observava em boa parte dos pacientes acima do peso. Ao reunir sua própria experiência a evidências científicas, ele criou um sistema que combina trabalho psicológico, eleição de alguns grupos alimentares e atividade física com o objetivo de mudar o comportamento do obeso e ajudá-lo a se livrar de vez (e, diga-se, depressa) de 20, 30... 60 quilos. O método, batizado com o seu sobrenome, já foi adotado por cerca de 50 mil indivíduos mundo afora — quase 5 mil no Brasil, onde o especialista mantém duas clínicas, uma em São Paulo e outra em Salvador. Aproveitamos o lançamento de seu primeiro livro no país, A Teia de Aranha Alimentar (Editora Guarda-Chuva), para conversar com o médico sobre o avanço da obesidade, o vício por comida e as medidas para contê-lo.
SAÚDE - O senhor usa a metáfora da teia de aranha para explicar como alguns alimentos nos tornam presas deles e nos fazem engordar. Essa teia sempre existiu?
MÁXIMO RAVENNA - Não, ela é um fenômeno
que começou a aparecer nos últimos 40 anos, com o modelo americano de globalização alimentar, marcado por uma sobreoferta de comida e o acesso fácil a ela. Os Estados Unidos foram o primeiro país obeso da história — isso já na década de 1960. Com o tempo, esse problema se estendeu por outras nações, especialmente entre grupos que já tinham maior predisposição genética para engordar. Hoje, a obesidade afeta 25% das pessoas no globo, e o sobrepeso, 40%. E vê-se que, com o aumento da longevidade, também cresce o risco de ficar acima do peso.
Como o mundo conspira para engordarmos?
O padrão de alimentação mudou e o sedentarismo avançou. As pessoas passam horas confinadas em ambientes fechados e sofrem cada vez mais com o estresse. Isso cria uma demanda por alimentos apetitosos e faz desenvolver uma necessidade de buscar algo de que não precisamos de fato para sobreviver. Assim como o ser humano incorporou o tabaco e o álcool no dia a dia, que são totalmente dispensáveis para o funcionamento do seu corpo, ele passou a recorrer aos doces, aos biscoitos, às massas... Nem sempre quer comer, mas acaba fazendo isso de modo automático e distraído. E há quem enxergue na comida uma forma solitária e prazerosa de fazer um stop na rotina. A grande questão é que essa gente prioriza itens que mexem com a bioquímica cerebral.
E quais são esses alimentos? Como eles interferem em nosso cérebro?
Estou falando daqueles feitos de farinha refinada, açúcar e gordura saturada, dos produtos processados e industrializados. Seus ingredientes não têm muito valor nutricional e ainda são capazes de alterar, na massa cinzenta, os níveis de neurotransmissores como dopamina e serotonina, relacionados à sensação de prazer e bemestar. É por isso que o seu consumo gera dependência. Os sistemas cerebrais afetados por eles são os mesmos estimulados por drogas como anfetaminas e até a cocaína. Aliada aos apelos das propagandas e das embalagens, a receita desses alimentos instiga exageros e compulsões.
O que leva alguém a se viciar por comida?
Há estudos mostrando que os indivíduos engordam por causa do ritmo de trabalho, da perda da vaidade ou porque trocam o vício do cigarro pelo da comida. Quase sempre há falta de reflexão e autoconhecimento. Assim, a ansiedade e o estresse não fazem necessariamente que você se vicie em um alimento, mas passe a usálo para descarregar a tensão. As pessoas se apegam a ele sem saber o que se passa dentro delas, quase que por distração. Daí, se procuram ajuda médica e o tratamento não dá tanto resultado, se frustram a ponto de descontar no prato e comer mais e mais. O mesmo raciocínio se aplica a quem faz uso de remédios para emagrecer. Se o paciente não aprende a se cuidar, isto é, dominar sua tendência a abusar, ficará mais uma vez acima do peso.
Até que ponto a personalidade ajuda a ditar o impulso por comer?
Há pessoas que têm maior dificuldade para encontrar seus limites. Elas precisam aprender a diferenciar a necessidade de matar a fome do comer por mero impulso. Essa atitude é facilitada pelo fato de que hoje os alimentos calóricos estão sempre à mão e associados a encontros e reuniões agradáveis, sem falar no seu poder hedônico sobre o paladar. Além disso, temos que considerar que existem casos de distúrbios psíquicos, como os transtornos obsessivos e a própria depressão, cujos portadores sofrem ainda mais para se controlar. Quem está deprimido, por exemplo, busca em alimentos a alegria que lhe falta em outros momentos da vida.
No seu livro, o senhor diferencia o vício por comer e o vício por comida.
Sim, o primeiro é comportamental. O indivíduo não consegue ficar muito tempo sem comer, independentemente do que está à sua frente. Ele tem que se sentir mastigando, botando algo para dentro. O segundo se refere a algo específico, como o chocolate. O alimento-gatilho varia de pessoa para pessoa, dos gostos particulares, de como o corpo responde àquelas substâncias. Há ingredientes, como o açúcar, que funcionam como drogas e disparam uma sensação de válvula de escape.
Como seu método combate a compulsão?
Trabalhamos com o conceito de adição, ou vício, e com a mania de excesso. O problema não está no prazer despertado pelo alimento, mas no alimento em si e no efeito dele sobre o corpo. O método propõe a exclusão de alguns itens, como os carboidratos simples, porque eles incitam a vontade de comer. Estabelecemos essa noção de corte, a de medida ou quantidade das refeições e a da distância que se deve manter dos alimentos- gatilhos. A dieta tem de ser mais rígida e com poucas calorias, priorizando tudo o que gera maior saciedade. Somam-se a isso a prática de atividade física orientada e o trabalho psicoterapêutico. E, claro, depois do emagrecimento, temos de zelar pela manutenção do peso e do novo comportamento.
Qual a sua opinião sobre os remédios para emagrecer e as cirurgias bariátricas?
Acredito que devemos dar uma oportunidade de o obeso mudar seus hábitos para emagrecer antes de receitar drogas ou mandá- lo à sala de cirurgia. Hoje há uma valorização excessiva dos medicamentos, o que não deixa de ser um reflexo da impotência dos médicos. O especialista deveria cuidar da cabeça do paciente, com uma atitude firme. Se ele o vê como um pobrezinho, sem ação, está condenando-o à sua doença.
Qual a grande dificuldade para um médico que lida com a obesidade? E a do paciente?
Para o médico, é lidar com as frustrações, perceber que o indivíduo não crê totalmente na sua capacidade de mudar. E, para o paciente, não é nada fácil manter o bom humor diante das restrições nem aderir 100% ao tratamento. O que nós, médicos, temos de fazer é convencê-lo de que a vida não pode se resumir a uma busca constante pelo emagrecimento. A saída definitiva para não ter de arcar com essa preocupação é mudar seu comportamento e seus hábitos.
Os pilares do emagrecimento, segundo Ravenna
• Cortar radicalmente carboidratos simples
• Porções reduzidas de alimentos, sempre selecionando itens que aumentam a saciedade
• Evitar situações que disparem a compulsão. E, claro, isso varia de indivíduo para indivíduo
• Atividade física orientada
• O maior diferencial: frequentar, até diariamente se for o caso, sessões de terapia em grupo, onde se trabalham questões como a autoestima e os gatilhos que levam a buscar — por ledo engano — alegria de viver na comida
http://saude.abril.com.br/emagrece-brasil/obesidade-comeca-cabeca.shtml
Há 23 anos, o clínico-geral e psicoterapeuta Máximo Ravenna começou a formular um método de emagrecimento capaz de superar os resultados insatisfatórios que, até então, observava em boa parte dos pacientes acima do peso. Ao reunir sua própria experiência a evidências científicas, ele criou um sistema que combina trabalho psicológico, eleição de alguns grupos alimentares e atividade física com o objetivo de mudar o comportamento do obeso e ajudá-lo a se livrar de vez (e, diga-se, depressa) de 20, 30... 60 quilos. O método, batizado com o seu sobrenome, já foi adotado por cerca de 50 mil indivíduos mundo afora — quase 5 mil no Brasil, onde o especialista mantém duas clínicas, uma em São Paulo e outra em Salvador. Aproveitamos o lançamento de seu primeiro livro no país, A Teia de Aranha Alimentar (Editora Guarda-Chuva), para conversar com o médico sobre o avanço da obesidade, o vício por comida e as medidas para contê-lo.
SAÚDE - O senhor usa a metáfora da teia de aranha para explicar como alguns alimentos nos tornam presas deles e nos fazem engordar. Essa teia sempre existiu?
MÁXIMO RAVENNA - Não, ela é um fenômeno
que começou a aparecer nos últimos 40 anos, com o modelo americano de globalização alimentar, marcado por uma sobreoferta de comida e o acesso fácil a ela. Os Estados Unidos foram o primeiro país obeso da história — isso já na década de 1960. Com o tempo, esse problema se estendeu por outras nações, especialmente entre grupos que já tinham maior predisposição genética para engordar. Hoje, a obesidade afeta 25% das pessoas no globo, e o sobrepeso, 40%. E vê-se que, com o aumento da longevidade, também cresce o risco de ficar acima do peso.
Como o mundo conspira para engordarmos?
O padrão de alimentação mudou e o sedentarismo avançou. As pessoas passam horas confinadas em ambientes fechados e sofrem cada vez mais com o estresse. Isso cria uma demanda por alimentos apetitosos e faz desenvolver uma necessidade de buscar algo de que não precisamos de fato para sobreviver. Assim como o ser humano incorporou o tabaco e o álcool no dia a dia, que são totalmente dispensáveis para o funcionamento do seu corpo, ele passou a recorrer aos doces, aos biscoitos, às massas... Nem sempre quer comer, mas acaba fazendo isso de modo automático e distraído. E há quem enxergue na comida uma forma solitária e prazerosa de fazer um stop na rotina. A grande questão é que essa gente prioriza itens que mexem com a bioquímica cerebral.
E quais são esses alimentos? Como eles interferem em nosso cérebro?
Estou falando daqueles feitos de farinha refinada, açúcar e gordura saturada, dos produtos processados e industrializados. Seus ingredientes não têm muito valor nutricional e ainda são capazes de alterar, na massa cinzenta, os níveis de neurotransmissores como dopamina e serotonina, relacionados à sensação de prazer e bemestar. É por isso que o seu consumo gera dependência. Os sistemas cerebrais afetados por eles são os mesmos estimulados por drogas como anfetaminas e até a cocaína. Aliada aos apelos das propagandas e das embalagens, a receita desses alimentos instiga exageros e compulsões.
O que leva alguém a se viciar por comida?
Há estudos mostrando que os indivíduos engordam por causa do ritmo de trabalho, da perda da vaidade ou porque trocam o vício do cigarro pelo da comida. Quase sempre há falta de reflexão e autoconhecimento. Assim, a ansiedade e o estresse não fazem necessariamente que você se vicie em um alimento, mas passe a usálo para descarregar a tensão. As pessoas se apegam a ele sem saber o que se passa dentro delas, quase que por distração. Daí, se procuram ajuda médica e o tratamento não dá tanto resultado, se frustram a ponto de descontar no prato e comer mais e mais. O mesmo raciocínio se aplica a quem faz uso de remédios para emagrecer. Se o paciente não aprende a se cuidar, isto é, dominar sua tendência a abusar, ficará mais uma vez acima do peso.
Até que ponto a personalidade ajuda a ditar o impulso por comer?
Há pessoas que têm maior dificuldade para encontrar seus limites. Elas precisam aprender a diferenciar a necessidade de matar a fome do comer por mero impulso. Essa atitude é facilitada pelo fato de que hoje os alimentos calóricos estão sempre à mão e associados a encontros e reuniões agradáveis, sem falar no seu poder hedônico sobre o paladar. Além disso, temos que considerar que existem casos de distúrbios psíquicos, como os transtornos obsessivos e a própria depressão, cujos portadores sofrem ainda mais para se controlar. Quem está deprimido, por exemplo, busca em alimentos a alegria que lhe falta em outros momentos da vida.
No seu livro, o senhor diferencia o vício por comer e o vício por comida.
Sim, o primeiro é comportamental. O indivíduo não consegue ficar muito tempo sem comer, independentemente do que está à sua frente. Ele tem que se sentir mastigando, botando algo para dentro. O segundo se refere a algo específico, como o chocolate. O alimento-gatilho varia de pessoa para pessoa, dos gostos particulares, de como o corpo responde àquelas substâncias. Há ingredientes, como o açúcar, que funcionam como drogas e disparam uma sensação de válvula de escape.
Como seu método combate a compulsão?
Trabalhamos com o conceito de adição, ou vício, e com a mania de excesso. O problema não está no prazer despertado pelo alimento, mas no alimento em si e no efeito dele sobre o corpo. O método propõe a exclusão de alguns itens, como os carboidratos simples, porque eles incitam a vontade de comer. Estabelecemos essa noção de corte, a de medida ou quantidade das refeições e a da distância que se deve manter dos alimentos- gatilhos. A dieta tem de ser mais rígida e com poucas calorias, priorizando tudo o que gera maior saciedade. Somam-se a isso a prática de atividade física orientada e o trabalho psicoterapêutico. E, claro, depois do emagrecimento, temos de zelar pela manutenção do peso e do novo comportamento.
Qual a sua opinião sobre os remédios para emagrecer e as cirurgias bariátricas?
Acredito que devemos dar uma oportunidade de o obeso mudar seus hábitos para emagrecer antes de receitar drogas ou mandá- lo à sala de cirurgia. Hoje há uma valorização excessiva dos medicamentos, o que não deixa de ser um reflexo da impotência dos médicos. O especialista deveria cuidar da cabeça do paciente, com uma atitude firme. Se ele o vê como um pobrezinho, sem ação, está condenando-o à sua doença.
Qual a grande dificuldade para um médico que lida com a obesidade? E a do paciente?
Para o médico, é lidar com as frustrações, perceber que o indivíduo não crê totalmente na sua capacidade de mudar. E, para o paciente, não é nada fácil manter o bom humor diante das restrições nem aderir 100% ao tratamento. O que nós, médicos, temos de fazer é convencê-lo de que a vida não pode se resumir a uma busca constante pelo emagrecimento. A saída definitiva para não ter de arcar com essa preocupação é mudar seu comportamento e seus hábitos.
Os pilares do emagrecimento, segundo Ravenna
• Cortar radicalmente carboidratos simples
• Porções reduzidas de alimentos, sempre selecionando itens que aumentam a saciedade
• Evitar situações que disparem a compulsão. E, claro, isso varia de indivíduo para indivíduo
• Atividade física orientada
• O maior diferencial: frequentar, até diariamente se for o caso, sessões de terapia em grupo, onde se trabalham questões como a autoestima e os gatilhos que levam a buscar — por ledo engano — alegria de viver na comida
http://saude.abril.com.br/emagrece-brasil/obesidade-comeca-cabeca.shtml
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Quem se propõe a participar de estudos clínicos contribui para a evolução de tratamentos
A solidariedade científica tem baixa adesão, segundo o médico e pesquisador Flávio Fuchs, do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Ao lado de Sandra Fuchs, ele coordena o estudo Prever, que envolve 24 centros de todo o país em testes com medicamentos para o tratamento da hipertensão. Reunir diversas unidades em torno de uma mesma pesquisa, aliás, é uma das estratégias usadas pelos cientistas para atingir amostras maiores. Recentemente, um artigo publicado no Jornal da Associação Médica Americana questionou a capacidade de testes clínicos realizados nos Estados Unidos fornecerem recomendações médicas confiáveis, visto que mais da metade deles envolveram menos de 100 pacientes e apenas 4% tinham mais de 1.000 voluntários.
— Participar de uma pesquisa demanda disponibilidade de tempo, a pessoa precisa se comprometer com cada etapa e também aceitar os riscos que toda pesquisa tem — comenta Fuchs.
Por conta disso, grande parte dos que se inscrevem para colaborar são, na verdade, os maiores interessados em novos tratamentos para a doença em questão. Nesses casos, os voluntários conseguem perceber uma forma de recompensa.
— Seja por qualquer motivo, voluntariedade absoluta ou algum interesse secundário, quem participa de um estudo como esse está oferecendo uma contribuição humana muito importante para a ciência — reforça Fuchs.
Respaldo científico
O coordenador do Comitê de Ética em Pesquisa da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Rodolfo Schneider, esclarece que o sujeito de pesquisa tem direitos e deveres. Todos eles estão registrados no termo de consentimento livre e esclarecido. O documento, assinado pelo voluntário quando ingressa no estudo, apresenta os objetivos da pesquisa, os procedimentos a serem realizados (exames, frequência de consultas, etc), os principais riscos, os contatos da equipe clínica e do comitê de ética do centro de pesquisa.
— O termo deve ser redigido em forma de convite, numa linguagem clara, sem termos técnicos, para garantir o entendimento — destaca Schneider.
De acordo com o médico, o candidato pode ficar tranquilo quanto à segurança de sua participação na pesquisa, pois ela já passou por todas as etapas necessárias até o recrutamento de voluntários.
Indícios revelados por pesquisas clínicas inspiram consensos médicos e até mesmo políticas públicas de saúde. É a chamada medicina baseada em evidências, que consiste em oferecer ao médico subsídios para auxiliar na tomada de decisão em tratamentos de saúde. O acesso a esse tipo de informação é cada vez mais valorizado no dia a dia da medicina, tanto que o governo federal criou um banco de dados para disponibilizar conteúdo científico a profissionais da saúde.
O voluntário deve
:: Seguir rigorosamente as recomendações.
:: Participar de apenas um estudo clínico por vez.
:: Comparecer em todas as visitas antes, durante e após o estudo.
O centro de pesquisa deve
:: Sanar todas as dúvidas do voluntário sobre o estudo.
:: Garantir assistência 24 horas para atender possíveis intercorrências clínicas durante e após o estudo, conforme previsto no termo de consentimento.
Fonte: (http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2012/06/quem-se-propoe-a-participar-de-estudos-clinicos-contribui-para-a-evolucao-de-tratamentos-3798984.html)
terça-feira, 12 de junho de 2012
Depressão prolongada causa inflamações no corpo!!
Cientistas americanos poderão ter resolvido dúvida que permanecia na Psiquiatria: a relação entre inflamação no corpo e depressão major. A conclusão é que são os episódios depressivos que causam inflamação e não o contrário.
Um importante debate atual na especialidade médica de psiquiatria é se um transtorno depressivo major (uma forma grave de depressão e patológica) contribui para a inflamação no corpo ou se, ao invés, é promovido por ele. Um novo estudo parece ter resolvido esta história de "o que é que vem primeiro, o ovo ou a galinha?"
Existe um marcador de inflamação chamado PCR, obtido através de análise ao sangue, e verificou-se que são registados valores elevados de PCR aumentam após vários episódios depressivos, algo que não sucede no processo inverso, ou seja, não foram constatados níveis elevados de PCR antes da depressão.
Esta informação sugere que a depressão contribui para a inflamação no corpo. Isto sugere também a possibilidade de que o stress emocional de longa duração, que começa na infância e continua até à idade adulta, possa estar na base de processos inflamatórios que conduzem, na meia idade, ao aparecimento da doença cardiovascular e/ou da diabetes.
Estas foram as conclusões de uma pesquisa levada a cabo pelo Centro Médico da Universidade Duke, nos Estados Unidos, onde foi analisada uma grande amostra de adolescentes e jovens adultos.
Fonte: (http://www.psicologia.pt/noticias/ver_noticia.php?codigo=NO01509&area=d2)
Um importante debate atual na especialidade médica de psiquiatria é se um transtorno depressivo major (uma forma grave de depressão e patológica) contribui para a inflamação no corpo ou se, ao invés, é promovido por ele. Um novo estudo parece ter resolvido esta história de "o que é que vem primeiro, o ovo ou a galinha?"
Existe um marcador de inflamação chamado PCR, obtido através de análise ao sangue, e verificou-se que são registados valores elevados de PCR aumentam após vários episódios depressivos, algo que não sucede no processo inverso, ou seja, não foram constatados níveis elevados de PCR antes da depressão.
Esta informação sugere que a depressão contribui para a inflamação no corpo. Isto sugere também a possibilidade de que o stress emocional de longa duração, que começa na infância e continua até à idade adulta, possa estar na base de processos inflamatórios que conduzem, na meia idade, ao aparecimento da doença cardiovascular e/ou da diabetes.
Estas foram as conclusões de uma pesquisa levada a cabo pelo Centro Médico da Universidade Duke, nos Estados Unidos, onde foi analisada uma grande amostra de adolescentes e jovens adultos.
Fonte: (http://www.psicologia.pt/noticias/ver_noticia.php?codigo=NO01509&area=d2)
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